Agente administrativo da PF é denunciado por homofobia após apontar arma para homens no DF
02/03/2026
(Foto: Reprodução) Imagem ilustrativa de uma arma de fogo.
Divulgação
Um agente administrativo da Polícia Federal foi denunciado por homofobia após apontar uma arma e ameaçar dois homens em Samambaia, no Distrito Federal. Ele foi preso em flagrante.
O caso foi registrado no último dia 13 e foi denunciado pelo Ministério Público do DF nesta segunda-feira (2). O agente foi identificado como Diego de Abreu Souza Borges.
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Homem aponta arma para vítima
De acordo com a denúncia, o agente administrativo da PF estava em um espetinho ingerindo álcool e visivelmente alterado. Ele começou a constranger dois homens que estavam no local.
"Durante a interação, o denunciado questionou reiteradamente se as vítimas eram "um casal" ou "casados", lançando-lhes interpelações insistentes e depreciativas, em tom de desqualificação e menosprezo", aponta a denúncia.
As vítimas responderam que eram pai e filho para tentar encerrar a conversa. No entanto, o agente continuou insistindo e ficou perguntando sobre as idades dos dois.
No momento em que um dos homens decidiu se levantar para pagar a conta, o agente administrativo da PF sacou a arma e apontou para o rosto da vítima que estava de pé.
"Aos gritos, o denunciado ordenou que a vítima colocasse as mãos na cabeça, encostasse na parede e se deitasse no chão, gerando pânico generalizado entre os demais clientes", aponta a denúncia.
O homem, segundo o MP, afirmou que era da Polícia Federal e falou para ele deitar no chão. Nesse momento, ele realizou uma revista pessoal na vítima e levantou a camisa do homem, que ainda estava na mira da arma.
"A agressão somente cessou quando o gerente do estabelecimento interveio e informou que toda a ação estava sendo registrada pelo sistema de filmagem, momento em que o agressor guardou o armamento na cintura", destaca a denúncia.
O agente foi preso em flagrante pela Polícia Militar do DF com uma pistola municiada com 13 balas.
O que o Ministério Público pediu?
Na denúncia o MP do DF pediu que Diego de Abreu Souza Borges:
seja condenado pelos crimes de discriminação, constrangimento ilegal e usurpação de função pública.
pague no mínimo de R$ 5 mil para cada vítima, tanto diretas quanto indiretas;
se condenado, perca o cargo público.
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